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Urnas eletrônicas completam 20 anos nas eleições de 2020

Em 2000, o Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a realizar eleições inteiramente por meio de votação eletrônica (e-voting) e agora numa nova eleição municipal em meio a uma pandemia do novo coronavírus a estrutura brasileira de voto se transformou num  modelo mundial.

Todos os eleitores brasileiros usam a mesma máquina desde então e deverão voltar a registrar suas crenças, dessa vez, para a escolha dos próximos vereadores e prefeitos.

Antes de votar, no entanto, é recomendável que os eleitores pesquisem antes quem são os candidatos a prefeitura Santo André ou da cidade que irão votar. Assim, ao escolher os representantes com um voto consciente colaboram democraticamente para a gestão da cidade e, consequentemente, do país.

Como funciona a Urna eletrônica?

Conhecida como urna eletrônica, para votar. As máquinas de votação são projetadas para ser fácil de usar para todos, incluindo os deficientes e os analfabetos. Os eleitores primeiro se identificam através de identificação de foto ou impressão digital, em seguida, inserir o número de um candidato (amplamente divulgado em anúncios, folhetos, e outro material de campanha), em que ponto o nome do candidato, partido, e foto aparecem na tela.

Além de simplificar o processo de votação, o principal benefício da votação eletrônica é a velocidade. Os votos são transmitidos quase de imediato para Brasília—um feito monumental no Brasil, onde contar votos de locais remotos, como municípios no interior da Amazônia, pode ser um empreendimento caro e demorado.

O voto eletrônico também remove o processo manual de contagem e recontagem de votos que pode levar dias ou mesmo semanas. Notoriamente, a eleição americana de 2000 não foi decidida até um mês inteiro após o Dia das eleições, uma vez que o voto extremamente próximo resultou em uma série de recontagens que nunca produziu um vencedor claro. Dezoito anos depois, alguns americanos ainda consideram esta eleição ilegítima. As questões com esta eleição-não padronizada, confusa votação e um longo processo de contagem de votos propensos a erros—são exatamente o que o sistema de votação eletrônica do Brasil pretende resolver.

Ataques cibernéticos maciços nos últimos anos demonstraram que os sistemas digitais, por mais seguros que sejam, são vulneráveis à manipulação. Embora ainda não tenham sido documentados incidentes importantes.

As urnas de votação eletrônicas não estão imunes. Os críticos argumentam que os custos potenciais de tal ataque são simplesmente demasiado elevados para o risco. Além disso, uma reforma de 2015 que exigiria que as urnas de votação armazenassem cópias em papel impresso dos votos foi suspensa pela Suprema Corte em 2018 devido a preocupações sobre a potencial comprometimento da privacidade dos eleitores. Portanto, o sistema de votação eletrônica do Brasil não produz nenhum rastro de papel verificável, aumentando o risco de que a manipulação de votos possa ficar completamente despercebida. Na ausência de provas que sustentem tal afirmação, Bolsonaro atacou a votação como um sistema fraudulento que é manipulado para entregar a eleição a seus concorrentes. No entanto, é importante distinguir ataques como estes, que visam minar preventivamente a legitimidade do resultado das eleições, de queixas legítimas com voto eletrônico.

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